O teste de autoestima de Rosenberg: a escala de 10 itens mais usada em pesquisa
A Escala de Autoestima de Rosenberg (RSES) foi criada pelo sociólogo Morris Rosenberg e publicada em 1965, no livro "Society and the Adolescent Self-Image". Tem 10 afirmações sobre como a pessoa se sente em relação a si mesma, respondidas numa escala de 4 pontos (de "discordo totalmente" a "concordo totalmente"). É, de longe, a medida de autoestima global mais usada em psicologia e ciências sociais, e no Brasil aparece como o instrumento mais citado nesse tema em levantamentos de artigos de avaliação psicológica.
Este teste usa os 10 itens da escala, a mesma pontuação de 10 a 40 e mostra o seu resultado numa faixa, em linguagem simples, com passos práticos e o que fazer se o peso persistir. Ele serve para observar como você se avalia hoje, e não para dizer quanto você vale. Também não é um diagnóstico de nada, e este texto explica por que as faixas são apenas descritivas.
Licença, pontuação, tradução e limites
Licença: o Departamento de Sociologia da University of Maryland, onde Rosenberg lecionou, declara a escala em domínio público: pode ser usada sem custo e sem avisar o departamento, inclusive em traduções e adaptações, de acordo com a atribuição acadêmica tradicional (https://socy.umd.edu/about-us/rosenberg-self-esteem-scale). Os itens em inglês são os da folha oficial da universidade; citação: Rosenberg, M. (1965). Society and the Adolescent Self-Image. Princeton University Press. A redação em português é uma tradução própria deste site, escrita a partir do original, e não foi validada psicometricamente.
Pontuação (a oficial da universidade): cada item vale 1 a 4 pontos, e a soma vai de 10 a 40. Cinco itens são positivos (1, 2, 4, 6 e 7) e cinco têm sentido invertido (3, 5, 8, 9 e 10, os que dizem "sou um fracasso", "não tenho do que me orgulhar", "gostaria de ter mais respeito por mim", "me sinto inútil" e "não presto para nada"). Nos invertidos, concordar vale 1 ponto e discordar totalmente vale 4, e o motor do teste já faz essa inversão por você. Resultado alto indica avaliação mais positiva de si. A escala foi desenhada originalmente como escala Guttman e hoje é usada, em geral, somada como Likert.
Não existem pontos de corte oficiais: o próprio departamento afirma que não há cortes discretos para distinguir autoestima alta e baixa e orienta consultar normas da literatura para cada população. As cinco faixas deste teste são didáticas e saem da aritmética da escala (a média de 2,5 por item, total 25, é o ponto neutro), não de normas populacionais. A adaptação brasileira de referência é a de Hutz (2000), revisada por Hutz e Zanon (2011), "Revisão da adaptação, validação e normatização da escala de autoestima de Rosenberg", Avaliação Psicológica, 10(1), 41-49; há também a de Dini, Quaresma e Ferreira (2004), Revista Brasileira de Cirurgia Plástica, 19. Para pesquisa, use a versão validada. Este teste não é diagnóstico: autoestima baixa não é depressão nem outra condição, e, se o sofrimento durar semanas, converse com um psicólogo ou médico (no Brasil, o CVV atende no 188, 24 horas, gratuitamente).