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Um teste de estilo de resolução de conflitos baseado no modelo de dupla preocupação

O modelo de dupla preocupação foi apresentado por Blake & Mouton (1964) e depois refinado por Thomas & Kilmann em 5 estilos, Competir, Colaborar, Comprometer, Evitar e Acomodar,, hoje um dos frameworks mais usados no mundo por profissionais de RH, mediação e coaching.

O teste apresenta 15 cenários realistas de conflito no trabalho, cada um com 5 respostas possíveis (uma por estilo). O estilo que você escolhe com mais frequência ao longo dos 15 cenários é o seu resultado.

Como o resultado é calculado

O modelo mede 2 dimensões, assertividade (o quanto você busca satisfazer seu próprio interesse) e cooperação (o quanto você busca satisfazer o interesse do outro), que combinadas formam os 5 estilos. Em vez de casar por distância entre vetores (como o DISC), este teste conta qual estilo você escolheu mais vezes entre os 15 cenários, e esse é o seu resultado.

Ao contrário do DISC ou do Big Five, aqui todos os 15 cenários são sempre mostrados (só a ordem das perguntas e das alternativas é embaralhada a cada tentativa), um questionário de escolha forçada precisa do conjunto completo para que a contagem de estilos seja significativa.

Não existe estilo "melhor", cada um dos 5 é a resposta certa em algum contexto (evitar um debate trivial é tão válido quanto colaborar numa decisão importante). Este teste é uma implementação própria baseada na literatura acadêmica aberta do modelo de dupla preocupação, não é o instrumento comercial registrado "Thomas-Kilmann Conflict Mode Instrument®".

Exemplos de perguntas

  • O prazo de um projeto compartilhado encolheu de repente e você e um colega discordam de como dividir o trabalho que resta. O que você faz?
  • Numa reunião, um colega apresenta uma ideia sua como se fosse dele(a). O que você faz?

Todos os resultados possíveis

Competir

Alta assertividade, baixa cooperação: diante de um conflito, você prioriza defender sua posição e busca o resultado que considera correto, mesmo que isso signifique não ceder ao que o outro lado quer. É o estilo mais eficaz quando uma decisão rápida e impopular é inevitável (uma emergência, um limite não negociável), mas usado com frequência demais, tende a desgastar relações e fazer as pessoas pararem de trazer discordâncias abertamente para você.

Colaborar

Alta assertividade, alta cooperação: você busca soluções que atendam genuinamente aos interesses de todos, mesmo que isso exija mais tempo e conversa do que um acordo rápido. É o estilo com melhor resultado de longo prazo para relações importantes e problemas complexos, mas seu custo é tempo e energia, o que o torna pouco prático para decisões triviais ou urgências reais.

Comprometer

Assertividade e cooperação intermediárias: você busca um meio-termo prático em que cada lado cede um pouco, priorizando destravar a situação a encontrar a solução perfeita. É o estilo mais eficiente quando as duas partes têm poder equivalente e o tempo é curto, mas usado por padrão em tudo, pode entregar acordos "razoáveis" quando uma solução genuinamente melhor (colaborativa) estava ao alcance.

Evitar

Baixa assertividade, baixa cooperação: diante de um conflito, sua primeira reação é adiar, driblar ou simplesmente não entrar no assunto. É uma escolha inteligente quando o tema é trivial demais para gastar energia ou quando esfriar a cabeça antes de discutir vai render uma conversa melhor, mas usado como padrão, deixa problemas reais crescerem sem resolução e pode ser lido pelos outros como desengajamento.

Acomodar

Baixa assertividade, alta cooperação: você prioriza o interesse do outro lado e a harmonia da relação acima da sua própria posição no conflito. É valioso quando o tema importa muito mais para o outro lado do que para você, ou quando preservar a relação vale mais que "vencer" aquele ponto específico, mas usado sistematicamente, tende a fazer suas próprias necessidades ficarem invisíveis, e as pessoas podem parar de considerar sua opinião por saberem que você quase sempre cede.

Perguntas frequentes

Não. Cada estilo tem contextos em que é a escolha certa e riscos quando usado em excesso, competir é útil numa decisão urgente, mas desgasta relações se for o padrão para tudo; evitar é sábio para temas triviais, mas deixa problemas reais crescerem se virar hábito.