Não. ASCII cobre apenas 128 códigos. Unicode cobre praticamente todos os sistemas de escrita modernos. Os primeiros 128 pontos de código do Unicode preservam compatibilidade com ASCII, o que faz todo texto ASCII ser também texto UTF-8 válido.
Consulte ASCII, Latin-1 e blocos Unicode em decimal, hexadecimal, octal, binário e escapes
ASCII (American Standard Code for Information Interchange) é um conjunto de 128 códigos, de 0 a 127, que atribui um número a cada caractere: controles (0 a 31 e 127), o espaço (32), pontuação, os dígitos 0 a 9 (48 a 57), as letras maiúsculas A a Z (65 a 90) e minúsculas a a z (97 a 122). Como usa apenas 7 bits, cada caractere cabe em um byte com folga, e o mesmo código pode ser lido em decimal, hexadecimal, octal, binário ou como ponto de código Unicode. Um detalhe elegante do desenho: maiúsculas e minúsculas diferem por exatamente 32 (0x20), o que torna a conversão de caixa uma simples operação de bit. Mesmo com o Unicode dominando a web moderna, ASCII continua sendo a base compatível para protocolos, logs, escapes, shells, HTTP, JSON e muitas ferramentas de desenvolvimento, já que os 128 primeiros pontos de código do Unicode são idênticos aos do ASCII. Esta ferramenta vai além dos 128: navega por Latin-1, Latin Extended-A, pontuação geral, setas, símbolos matemáticos, desenho de caixa e blocos, e mostra, para cada caractere, todas as formas de escape que um programador precisa copiar.
Cada caractere é apenas um número, e as várias representações são formas diferentes de escrever esse mesmo número. Decimal é o valor humano; hexadecimal empacota o byte em dois dígitos (0x00 a 0x7F); octal, herança dos minicomputadores, ainda aparece em escapes de C e em permissões de arquivo; binário mostra os bits; e o ponto de código (U+0041) é a forma canônica do Unicode. Escolher uma ou outra é conveniência, não mudança de valor.
A estrutura da tabela é ordenada de propósito. Os códigos 0 a 31 e o 127 são de controle e não imprimem glifo: LF (10) quebra linha, CR (13) retorna o carro, TAB (9) tabula, ESC (27) inicia sequências de escape. De 32 em diante vêm os imprimíveis, com dígitos e letras em blocos contíguos, por isso ordenar strings ASCII coloca números antes de letras e maiúsculas antes de minúsculas.
Na prática, quem consulta uma tabela de caracteres quer colar o caractere dentro de código. Cada linguagem tem sua própria sintaxe: C e Java aceitam \x41 e o octal \101; JavaScript aceita \x41, \u0041 e, fora do BMP, \u{1F600}; Python aceita \x41, \u0041, \U0001F600 e ainda \N seguido do nome oficial do caractere entre chaves; HTML aceita a entidade nomeada quando existe, mais A e A; URLs usam a forma percentual sobre os bytes UTF-8 (%C3%A9); e CSS usa a barra invertida com dígitos hexadecimais.
Duas armadilhas aparecem sempre. A primeira é o escape hexadecimal de C, que consome quantos dígitos hexadecimais encontrar pela frente, então "\x41" seguido de uma letra de A a F muda de valor. A segunda é a diferença entre ponto de código e byte: acima de 127, um caractere vira vários bytes em UTF-8, e é por isso que a forma percentual de é tem dois grupos (%C3%A9) enquanto a de A tem um só (%41).
Exemplo 1, a letra A: 65 em decimal, 0x41 em hexadecimal, 101 em octal, 01000001 em binário e U+0041 como ponto de código. Um único byte em UTF-8 (41), e escapes idênticos em quase toda linguagem. É o caso simples, e por isso o mais usado como referência ao ler um dump de bytes.
Exemplo 2, maiúscula para minúscula: A é 65 (0x41) e a é 97 (0x61); a diferença é exatamente 32. Como 32 é 0b100000, alternar a caixa de uma letra é ligar ou desligar um único bit. É por isso que rotinas antigas de conversão de caixa apenas somavam ou subtraíam 32, ou aplicavam uma máscara com 0x20.
Exemplo 3, o acento: é é U+00E9, ainda um único ponto de código, mas dois bytes em UTF-8 (C3 A9). Se um sistema contar bytes onde deveria contar caracteres, um campo de 20 caracteres passa a caber menos texto em português do que em inglês. Decompor o texto na aba Texto para códigos mostra exatamente essa diferença entre pontos de código, unidades UTF-16 e bytes.
ASCII é o dia a dia de quem depura texto: identificar um CR/LF perdido que quebra um arquivo, ler bytes em um protocolo de linha (HTTP/1.x, SMTP), montar sequências de escape em regex e terminal, ou entender por que um caractere invisível está atrapalhando um parser. A separação clara entre controles e imprimíveis é justamente o que torna esses diagnósticos possíveis.
O limite é o alcance: ASCII cobre só o inglês técnico, sem acentos nem outros sistemas de escrita. Acentos, setas, símbolos matemáticos e emoji vivem no Unicode, normalmente codificado em UTF-8, que mantém os 128 primeiros pontos de código idênticos ao ASCII. Por isso esta ferramenta segue além do bloco ASCII: Latin-1 cobre o português impresso, Latin Extended-A cobre o resto da Europa central, e blocos como setas, matemática e desenho de caixa cobrem a interface de terminal e a documentação técnica.
Cole o código no seu HTML e a ferramenta aparece na sua página, sem a navegação e sem os anúncios do J-Kit. Ela continua rodando no navegador de quem visita o seu site.
<iframe
src="https://jkit.tools/embed/pt-BR/tabela-ascii"
width="100%"
height="600"
style="border:0"
loading="lazy"
title="Tabela ASCII"
></iframe>Estas referências ajudam a contextualizar fórmulas, padrões, APIs e limitações usadas nesta página. Elas não substituem validação profissional quando o resultado tiver impacto jurídico, financeiro, médico ou operacional.
Não. ASCII cobre apenas 128 códigos. Unicode cobre praticamente todos os sistemas de escrita modernos. Os primeiros 128 pontos de código do Unicode preservam compatibilidade com ASCII, o que faz todo texto ASCII ser também texto UTF-8 válido.
Tudo roda no seu navegador: nenhuma busca, texto ou sequência de códigos sai do dispositivo.