Aprendiz de Leitura/Escrita

Como estudar sendo de leitura e escrita: resumos que ensinam em vez de copiar

Para você, entender é conseguir escrever. Um glossário próprio, uma lista bem ordenada e uma frase que fecha uma ideia dão a sensação de terreno firme. Costuma ir bem em provas dissertativas, relatórios e pesquisa. O perigo mora ao lado do talento: é muito fácil transformar estudo em cópia organizada e confundir um caderno bonito com domínio.

O dado mais importante para você: reler e grifar estão entre as técnicas de menor utilidade na revisão de Dunlosky e colegas (2013), enquanto praticar recuperação e distribuir o estudo no tempo estão entre as de maior. E, sobre o modelo em si, Pashler e colegas (2008) não acharam evidência de que estudar só no canal preferido ajude. Este guia usa a escrita para fazer o que funciona: perguntar e responder.

Fazer o teste

Plano de ação

  1. Troque o resumo por pares de pergunta e resposta

    Em vez de reescrever o capítulo, escreva as dez perguntas que uma prova faria sobre ele, e responda por escrito sem olhar. Um resumo se lê; uma pergunta obriga a recuperar. Guarde as perguntas: elas viram o seu banco de revisão.

  2. Aplique a regra do "sem olhar" antes de anotar

    Leia um trecho, feche o livro e escreva o que lembra, em palavras suas. Só então confira e complete. Anotação feita com o texto aberto é cópia disfarçada; a feita de memória tem erros, e os erros mostram o que estudar.

  3. Mantenha um glossário vivo

    Cada termo novo ganha uma entrada: definição com as suas palavras, um exemplo e o que ele não é. Edite em um editor de texto simples ou em Markdown, com busca. O glossário é um ativo que cresce, ao contrário do caderno que se esquece.

  4. Espace a revisão em um calendário

    Anote datas de revisão para as suas perguntas: um dia, uma semana e um mês depois. Reler a lista inteira antes da prova é pior do que rever um pouco, várias vezes, ao longo do tempo (Cepeda e colegas, 2006). Um contador de caracteres ajuda a manter cada resposta curta e precisa.

  5. Teste a escrita em voz alta e na prática

    Uma vez por semana, pegue uma resposta escrita e explique-a falando para alguém, ou aplique-a a um problema real. Quem escreve bem pode descrever sem saber fazer; esse passo revela a diferença antes que a prova ou o trabalho revele.

Armadilhas comuns

  • Grifar o livro inteiro

    Se tudo está amarelo, nada está. Grife só a resposta a uma pergunta que você fez antes de ler.

  • Anotar durante a aula sem pensar

    Transcrever é diferente de entender. Escreva menos e, a cada vinte minutos, resuma em uma frase o que ouviu.

Perguntas frequentes

Resumir recebeu utilidade baixa na revisão de Dunlosky e colegas, sobretudo quando é cópia. Resumir de memória e transformar em perguntas se aproxima da prática de recuperação, que funciona melhor.