A Esponja de Experiências
Como aprender sendo Ativista e Reflexivo: o método da esponja de experiências
A Esponja de Experiências tem duas ondas: primeiro vive e se mistura, depois recua e repassa cada detalhe. Mergulhar e observar costumam puxar em direções opostas, e em você convivem, o que gera um aprendiz de sensibilidade rara. No modelo de Honey e Mumford, é a combinação de Ativista e Reflexivo, os dois estilos mais voltados a viver e olhar. As etapas que ficam para trás são organizar a experiência em modelo e aplicá-la.
O plano abaixo mantém o seu ritmo em duas ondas e instala duas pontes: uma entre a reflexão e a regra, outra entre a regra e a ação seguinte. Estilo é preferência declarada, não capacidade fixa, e a evidência de que ensinar só no estilo preferido melhora o aprendizado é fraca (Pashler e colegas, 2008); exercitar os estilos mais fracos vale a pena.
Fazer o testePlano de ação
Programe a experiência e a digestão juntas
Quando marcar uma vivência, uma visita, um estágio, uma aula prática, reserve na agenda a hora de digeri-la no mesmo dia ou no dia seguinte. Sem essa reserva, a próxima atividade atropela a reflexão. Combine as duas ondas como um só compromisso e proteja o segundo bloco como protegeria uma reunião importante.
Escreva três coisas depois de cada vivência
Registre o que me surpreendeu, o que eu faria diferente e uma regra de bolso que posso levar. A terceira é a que o seu estilo costuma pular, e é ela que transforma a vivência em conhecimento reutilizável. Uma regra de bolso é curta, concreta e começa com um verbo: em reunião longa, sempre peça a pauta antes.
Peça a leitura de alguém Teórico
Conte a experiência a uma pessoa de perfil mais teórico e pergunte que padrão ela enxerga. A leitura dela costuma dar uma estrutura às suas impressões, e a sua ao fato dá a ela matéria viva. Você pode também procurar um texto curto sobre o assunto depois da vivência, quando a leitura passa a ter onde se apoiar.
Transforme uma regra em experimento na semana seguinte
Escolha uma das suas regras de bolso e teste-a deliberadamente: aplique, observe o resultado e ajuste. Esse é o elo que leva a reflexão de volta à ação e fecha o ciclo. Uma regra aplicada uma vez já vale mais que dez impressões ricas guardadas, e a experiência seguinte ganha um objetivo.
Cuide da energia entre as duas ondas
Quem alterna vivência intensa e reflexão profunda costuma ficar sem energia. Reserve uma pausa de verdade entre as ondas, com caminhada, sono ou conversa leve, e evite empilhar três experiências antes de digerir uma. A qualidade do que você extrai depende de ter espaço para as duas fases.
Armadilhas comuns
Acumular vivências sem transformá-las em regras
A lembrança é rica, mas não é transferível. Sem uma regra escrita, o próximo caso começa do zero.
Reflexão que vira ruminação
Dê um limite de tempo à digestão, vinte a quarenta minutos, e feche com a regra escrita.
Perguntas frequentes
Costumam puxar em direções opostas, mas podem se suceder: primeiro a imersão, depois a observação do que ocorreu. Em quem tem os dois, os dois movimentos se alimentam, e o desafio passa a ser acrescentar a organização e a aplicação.