O Explorador Rigoroso
Como aprender sendo Ativista e Teórico: o método do explorador rigoroso
O Explorador Rigoroso aprende por dois caminhos que quase nunca andam juntos: o impulso de mergulhar no inédito e a exigência de que aquilo faça sentido. É uma combinação rara no modelo de Honey e Mumford, porque Ativista e Teórico ficam em pontas opostas do ciclo de Kolb. Pesquisa, prototipagem com método e ensino costumam ser terreno natural. O risco é pular as etapas do meio: parar para olhar com calma e adaptar para o uso comum.
O plano abaixo transforma a sua dupla de forças num ciclo: experimento, hipótese, registro e adaptação. Ele usa o que você faz bem e instala as duas etapas que costumam ficar de fora. Estilo é preferência declarada, não limite: a revisão de Pashler e colegas (2008) não achou provas de que estudar só no próprio estilo ensine mais.
Fazer o testePlano de ação
Escreva uma hipótese antes de cada experimento
Antes de testar algo, escreva uma frase: se eu fizer X, espero Y, porque Z. Leva um minuto e junta as suas duas vontades: a de tentar e a de entender. Depois do teste, compare. Quando o resultado contraria a hipótese você aprendeu mais do que quando confirma, e isso alimenta o seu apetite por modelos com dados reais.
Faça experimentos pequenos e rápidos
Divida o assunto em perguntas que dê para testar em trinta minutos ou menos. Um bom experimento é pequeno o bastante para ser feito hoje e específico o bastante para responder a uma dúvida. Isso evita o risco do projeto grandioso que consome semanas e só no fim revela que a premissa estava errada.
Introduza a pausa de observação
Depois de cada experimento, pare dez minutos antes de iniciar o próximo, sem tela, sem tarefa. Pense apenas no que aconteceu, inclusive no que não esperava. Esse é o Reflexivo que o seu estilo costuma dispensar, e é nesses dez minutos que aparecem as ligações entre dois experimentos que, vistos com pressa, parecem sem relação.
Traduza o resultado para o uso comum
Todo mês, pegue uma descoberta sua e escreva a versão de uma página para quem não é especialista: o que descobri, para que serve, o passo a passo mínimo. É o lado Pragmático que o seu estilo costuma deixar para depois. Ele multiplica o impacto do que você aprendeu e dá a você um bom critério sobre o que é essencial.
Proteja-se do tédio duplo
Você se entedia com a rotina e com a explicação simples demais. Defina um projeto longo com marcos de dificuldade crescente e conte com alguém que apresente uma pergunta difícil quando o assunto estiver confortável. Uma comunidade de estudo com gente variada costuma bastar para renovar tanto os desafios quanto as discussões.
Armadilhas comuns
Fazer perguntas difíceis na hora errada
Em decisões rápidas, guarde a pergunta de fundo para depois e diga isso ao grupo: anoto e volto a ela amanhã.
Experimentar sem registrar
Sem registro, o modelo que você constrói vira lembrança, e repetir experimentos custa o mesmo que fazê-los pela primeira vez.
Perguntas frequentes
Porque o primeiro prefere agir sem entender tudo e o segundo prefere entender antes de agir. Em quem tem os dois, os impulsos convivem e geram um estilo exploratório e rigoroso, comum em pesquisa e em engenharia de protótipos.