20% para o trabalho urbano (art. 73 da CLT) e 25% para o trabalho rural (Lei 5.889/1973 e Decreto 73.626/1974), com períodos diferentes para lavoura e pecuária.
Calcule o adicional noturno urbano e rural com hora ficta e reflexos.
Quem trabalha à noite tem direito a ganhar mais pela hora, e a dois benefícios que costumam passar batidos. O primeiro é o adicional noturno: 20% sobre a hora para o trabalhador urbano entre 22h e 5h (art. 73 da CLT) e 25% para o rural, com horários próprios para lavoura e pecuária (Lei 5.889/1973 e Decreto 73.626/1974). O segundo é a hora ficta reduzida: para o urbano, cada hora noturna é contada como 52 minutos e 30 segundos, de modo que 7 horas de relógio equivalem a 8 horas de pagamento. Quando habitual, o adicional integra a remuneração e reflete em DSR, férias, 13º e FGTS. Esta calculadora aplica o percentual, a hora ficta (no urbano) e os reflexos, como estimativa.
O que conta como "noturno" muda conforme a atividade. Para o trabalhador urbano, o período noturno vai das 22h às 5h, com adicional de 20% (art. 73 da CLT). No campo, o período e o percentual são outros: na lavoura, das 21h às 5h; na pecuária, das 20h às 4h; e o adicional é de 25% (Lei 5.889/1973).
A hora ficta é a peça que mais surpreende. No trabalho urbano, a lei considera que cada hora noturna dura 52 minutos e 30 segundos, e não 60. Na prática, quem cumpre 7 horas de relógio à noite recebe como se fossem 8, um ganho embutido além do adicional de 20%. Essa redução ficta não se aplica ao trabalhador rural, que mantém a hora de 60 minutos.
Suponha um trabalhador urbano com hora normal de R$ 10 que cumpre 7 horas de relógio das 22h às 5h. Pelo adicional, cada hora vale R$ 12 (R$ 10 + 20%). Mas, pela hora ficta, essas 7 horas de relógio equivalem a 8 horas pagas, então o pagamento é 8 × R$ 12 = R$ 96, e não 7 × R$ 12 = R$ 84.
A diferença de R$ 12 na noite (que se repete a cada plantão) vem só da hora ficta, além do adicional. Por isso a ferramenta separa a hora real da hora ficta: no urbano, é a ficta que forma a base do pagamento noturno; no rural, usa-se a hora de 60 minutos com o adicional de 25%.
Há um detalhe sobre virar o dia trabalhando: pela Súmula 60, II, do TST, se a jornada cumprida integralmente no período noturno se prorroga para depois das 5h, o adicional noturno continua incidindo sobre as horas prorrogadas. Ou seja, o direito não termina exatamente às 5h quando o turno noturno avança.
Sendo habitual, o adicional noturno integra a remuneração e gera reflexos: no DSR (Súmula 60, I, do TST), nas férias (art. 142 da CLT) e no 13º salário (art. 1º, §1º, da Lei 4.090/1962), já que ambos incidem sobre a remuneração, e no FGTS. E vale a Súmula 265 do TST: quem é transferido do turno noturno para o diurno perde o direito ao adicional, pois não há direito adquirido à sua manutenção.
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20% para o trabalho urbano (art. 73 da CLT) e 25% para o trabalho rural (Lei 5.889/1973 e Decreto 73.626/1974), com períodos diferentes para lavoura e pecuária.
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CLT art. 73 (20% sobre valor-hora, hora ficta = 52'30"); Súm. 60, I, TST